Quando a Cabeça se Cala

Ouvimos a expressão: “quando a cabeça se cala o coração grita”. Quando pacificamos a mente, surge a voz da alma. Vamos falar sobre este aquietar da mente aqui, como se faz, e seus enormes benefícios.

Veja aqui meu vídeo sobre este tema.

A cabeça fica a mil. Cheio de desejos, pensamentos, mágoas, anseios, medo, frustração, não experimentamos paz. Ficamos sem foco, com nossa atenção sendo puxada para este ou aquele pensamento, aquela interação social, aquela emoção ou aquele evento ocorrido. Mudando sempre de foco, não finalizamos um pensamento, não curamos nenhuma emoção presa. Agito mental perturba.

Neste caminho então buscamos apaziguar a mente. Queremos reduzir o barulho. Baixar o ruído. Queremos a mente como um lago plácido, não um mar tempestuoso.

E quando a mente se cala, podemos perceber algo mais. Chamamos isso da presença da alma. Seu verdadeiro eu. O Divino.

Basta calar a mente para perceber. Está lá sempre. Vibrando em pura existência. Dentro de você está esta calma. Lhe aguardando.

Está lá para todo mundo. Não precisa ser um espiritualista avançado e não precisa de anos de prática.

Experimente agora mesmo. Concentre na sua respiração. Longa e profunda. Fique no silêncio. Em segundos estará já sentindo. Segure este estado de paz. Sinta sua consciência se aprofundando, indo em direção ao seu interior.

Nem que seja por alguns segundos, menos de um minuto. Já é maravilhoso. E você pode fazer vezes e mais vezes. Pode e deve! Ao longo do dia, pelo menos a cada hora que tiver acordado. Pacifique a mente, busque o olhar interno, a paz interior.

Essas técnicas que sempre passo aqui de mindfulness, meditação, introspecção servem para isso. Para trabalhar este apaziguar da mente. Para reduzir o barulho.

Torne-se o observador. Observe a mente, os pensamentos, as emoções. Tentando não as engajar. Deixando-as fluir. Lembrando que você não é sua mente. Que os pensamentos e emoções não são você. Você está à parte.

E aqui a recomendação central que passo: criar foco total naquilo que está fazendo. Totalidade na ação. Tentando ficar sempre no seu dharma, no aqui e agora, em consciência divina. Isso reduz o barulho da mente mesmo enquanto você está na atividade, sendo produtivo e cumprindo suas responsabilidades.

Não buscamos apenas alguns raros momentos assim. Queremos devolver um estilo de vida contemplativo. Olhar interno ativado sempre. Mesmo enquanto a mente divaga, ele divaga sob seu olhar espiritual, na busca pela cura e pela paz.

Sempre que puder, simplesmente sinta sua existência. “Eu sou”.

E aqui uma última dica: crie um momento especial de contemplação no final do dia. Até 5 ou 10 minutos bastam. Como foi seu dia? Como foi seu grau de alinhamento com seus dharmas, com sua essência? Que desafios emocionais experimentou hoje? O que precisa de cura? E quais passos deu hoje aos seus objetivos intrínsecos? Limpe tudo, acalme a mente, vibre em profunda gratidão. Assim, você fecha seu dia com chave de ouro.

No clássico do yoga, “Yoga Sutras de Patanjali” – http://giridhari.com.br/livros/yoga-sutras-de-patanjali-revolucao-como-a-sabedoria-atemporal-do-yoga-pode-revolucionar-nossa-vida-hoje/, você terá uma visão clara sobre como funciona a consciência para se aprofundar nas técnicas e conhecimento para aquietar a mente.

 

 

Veja o que estão falando do livro “Yoga Sutras Revolução”: “Os Yoga Sutras de Giridhari Das talvez seja a versão mais divertida e fácil de ler deste texto clássico, entre as dezenas que vi. Até mesmo o layout e as ilustrações do livro tornam a jornada suave, como assistir a alguns filmes realmente bons em um longo voo. A profunda mensagem central dos Yoga Sutras é de fato atemporal, tão relevante e necessária hoje como sempre. E Giridhari Das mostrou, para citar Mary Poppins, que uma colher de açúcar ajuda o remédio a descer.” –  Hridayananda Das Goswami Acharyadeva, mestre espiritual e PhD em Sânscrito e Estudos Indianos pela Harvard University

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