FILHOS QUE NÃO AMAM OS PAIS

Um dos temas mais comuns de perguntas e comentários que recebo é de pessoas reclamando do tanto que sofrem com seus pais, e ocasionalmente de pais reclamando que seus filhos não os amam. Não era para filhos terem um amor natural por seus pais?

Veja aqui meu vídeo sobre este tema.

Tem gente me escrevendo falando que só de pensar na mãe, já sente dor nas costas. Outros relatam como a mãe os deixa sem paz. Uns dizem que em casa sofrem de abusos psicológicos. E há também pais escrevendo reclamando que seus filhos não querem saber deles. O que está acontecendo?

Afinal, nossos pais nos deram tudo! Nosso corpo, comida, casa, carinho, tempo, dinheiro… a lista não acaba. Quem tem filhos sabe muito bem. Naturalmente deveríamos amar nossos pais, mesmo com suas falhas.

É um ponto tão profundo que vemos isso nas tradições religiosas. Krishna diz que é uma obrigação cuidar e respeitar os pais. A Bíblia também decreta isso.

Parece uma tremenda e vergonhosa falta de gratidão não amar seus pais depois do tanto que fizeram por você.

Mas amor é do coração. Ter razão para amar, não significa que você vai sentir amor.

Então, vamos falar de forma franca. Dívidas, feitos do passado, etc. não mudam o fato que todo relacionamento tem que ser trabalhado. Tem que trazer um “saldo positivo” hoje.

Alguém pode ter movido montanhas para você, mas se lhe trata de forma irritante, fica cobrando, se metendo onde não deve… fica ruim. Fica impossível tolerar. Torna-se uma realidade psicológica insuportável e não há como dizer que nesta situação você vai ter “prazer” em ficar perto da pessoa. Que vai experimentar amor quando perto da pessoa.

Aí, naturalmente, há um afastamento necessário para preservar a paz interior, a saúde emocional. O fato que se trata de mãe ou pai não muda o fato que o afastamento é a única saída para preservar o bem-estar.

Se você é mãe ou pai e está chateado que seus filhos não lhe procuram, ou estão afastados, fica a pergunta óbvia: você tem um papel nisso? Ou vai mesmo só culpar eles? Acha mesmo que seria natural alguém se afastar de uma pessoa que traz coisas positivas para sua vida, que traz alegria? Ou será que as pessoas se afastam daqueles que as machucam?

Egoísmo existe. Ingratidão também. Mas ainda assim as pessoas naturalmente querem a companhia e contato com aqueles que lhe fazem sentir bem, que acrescentam coisas boas em suas vidas.

Sim, fica o amor no sentido de dever. Os filhos que não zelam por seus pais, pelo bem-estar físico deles, aí realmente é vergonhoso. Pois não se trata de algo emocional, e sim um simples dever, um dharma, óbvio. É uma reciprocidade gritante pelos cuidados que eles tiveram com você durante sua infância.

Diferente do que podemos fazer com outras pessoas, com os pais podemos nos afastar para preservar nosso bem-estar emocional, mas nunca ao ponto de deixar de cumprir nossos deveres de ajuda-los em termos práticos. Salvo, eu diria, em casos onde houve verdadeiro abuso físico e negligência. Nesses casos, a lei da reciprocidade diz que devemos deixa-los de tudo.

E se você quer ver seus filhos mais próximos novamente, então trabalhe o relacionamento. Não se sinta “no direito”. Conquiste o amor com carinho, paciência, serviço… como temos que fazer para qualquer relacionamento dar certo. Sabendo flexibilizar, ajustar e mudar para melhor fluir o relacionamento.

Desenterre seus traumas e limpe seu inconsciente. No livro “O Caminho 3T” (www.3T.org.br) um das seções principais é o tema de “Paz Interior”, onde apresentamos técnicas e fatos para lhe ajudar nesta importante tarefa para uma vida melhor.

 

 

Veja o que estão falando do livro “O Caminho 3T”: “Uma experiência profundamente enriquecedora.” – Chaitanya Charan Das

28 ideias sobre “FILHOS QUE NÃO AMAM OS PAIS

  • 01/04/2019 às 17:35
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    Lindo o texto, mais já fiz de tudo pelo meu filho. Hoje tenho 51 e ele 23.
    Já o chamei várias vezes para conversarmos moramos juntos eu e ele somente, e muitas vezes passa dias fora sem mesmo me ligar para saber se estou bem. Aqui me sinto só uma empregada. A última vez que chamei para conversar, falei para ele que o que eu queria era só um pouco da atenção, um abraço, respeito , podemos almoçar um dia juntos. E sabe qual foi a resposta dele? Vai viver sua vida eu tenho meu namorado e tenho meus compromissos não tenho tempo para você.
    Minha última opção é ir embora e deixar elr

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    • 25/04/2019 às 21:23
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      Como é triste, não é, tenho 41 e um filho de 22, que não gosta de mim. Como ele é filho único, me sinto bem triste, mas estou começando a aceitar esta realidade. Estive pensando, eu sofri tanto para criar este filho, abri mão de tantas coisas, passei tanto perrengue, fui humilhada e tudo mais, eu tinha esperança de quando ele crescesse fosse meu amigo, mas após fazer 15 anos foi piorando. Eu não corro mais atrás.

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      • 03/05/2019 às 14:33
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        É… temos que aceitar o caminho dos outros. O seu amor, seu sacrifício… isso está gravado. É seu mérito. Deus sabe o que fez, mesmo que ninguém reconheça.

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      • 09/05/2019 às 13:04
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        Ola td bem?? Sei bem o que o voce esta dizendo! Eu tenho 41, filha de 41 anos, uma rebeldia apos meu divorcio, saiu de casa pra morar com pai, nao deu certo foi na casa da minha mae, completando 18 anos, me agrediu e no inicio deste ano veio me pressionando pra eu sair da minha casa, ou que pagasse aluguel pra ela, e entaoo muita pressao psicologica, decidi nao mais discutir, ela foi morar com o namorado, e estamos ha praticamente 45 dias sem uma procurar a outra. Fiz tanto por ela e hoje vejo ingratidão, muito dificil pra gente que é mae, ter um filho unico, sofremos sim! Hoje me faço de forte, mas quem sofre sou e minha mãe, pois é facil pessoas falarem ate mesmo dos nossos erros, mas como sempre pensei. O Amor a gente nao obriga deles, mas sim o respeito, ne! Caso precisar conversar estarei aqui, anote meu e-mail rosaponci@yahoo.com.br

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        • 09/05/2019 às 13:42
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          Difícil mesmo. Deixe os ânimos acalmarem depois tente conversar com ela com paciência e amor. E, enquanto isso, fique tranquilo, feliz em saber que fez seu dever, que cumpriu seu dharma de mãe. Entenda que fez isso para Deus, e não para sua filha, nem para si mesmo. Ato feito, ato entregue. E a vida segue.

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      • 12/05/2019 às 21:06
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        Eu também abri e ainda abro mão de muita coisa por ele que tem 22 anos e eu 47. Coincidentemente após 15, 16 anos ele também foi piorando. Sempre fui amiga, filho único também. Toda vez que quer desabafar ele me chama. Mas quando chamo para ver um filme (uma vez por ano) ele diz que não é do interesse dele. Não quer fazer nada junto, nem de vez em quando. Até hoje ele não sabe o dia certo do meu aniversário!!! Me sinto muito triste.

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      • 08/07/2019 às 05:47
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        Eu tb estou passando.por isso estou acabada ,destruída nossa nunca imaginei viver o que estou vivendo
        Meu único filho minha vida!
        Uma tristeza sem fim!
        Lutei tanto por ele ,pra ele e hj tem 30 dias que saiu de casa e nem manda um oi .
        Muito triste

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  • 04/05/2019 às 18:22
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    Sei bem o que é isso, tenho um filho de 19 anos que adotei quando ele tinha 9 anos…ele tem um coração bom, mais nao aprendeu a lidar com as frustrações, então ele acha que sou obrigada a dar de tudo (material), para ele, e quando falo não, ele diz que sou a pior mãe que ele podia ter… depois ele do nada vem diz que me ama, mais é inevitável eu tentar aconselhar , isso já é o suficiente para as brigas começarem, para ele me agredir verbalmente, e dizer que só não foi embora pq ainda não tem condições de se manter.
    É bem difícil, pq sei que ele é um bom garoto, mais foi muito rejeitado, e acrefito que não saiba lidar com o amor… para ele eu só devia falar sim pra tudo que ele quer é na hora que ele quer.. tenho muito medo de ver ele sofrer na vida por ser assim…como é difícil ser mãe..

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    • 04/05/2019 às 21:20
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      Você é um anjo por ter adotado. Deus sabe o que fez e seu mérito não precisa da compreensão dele. Fique feliz em seu esforço e doação linda.

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  • 12/05/2019 às 02:58
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    Deus é muito maior e foi quem me segurou até aqui!!

    A infância e adolescência sendo humilhada, minha mae fazia de tudo para eu pensar que era menos que os outros!

    Nunca participou de nada na minha vida e continua sem querer participar! Nem na vida do neto está interessada!

    Dentro de mim surge um rancor e uma tristeza! Aí vem dizer que eu quero brigar! Não eu não quero brigar eu só queria um pouquinho mais de participação, de atenção na minha vida! As pessoas acham que eu não tenho família, além de meu pai não ter me assumido, tenho uma mãe que não faz e nunca fez o mínimo esforço para agradar a filha ou o neto, e pasme a única filha e o único neto! Choro de dor no meu coração, mendigando um amor!! Tento entender, ser resiliente e compreensiva, mas as vezes não consigo! Me ajuda meu Deus a não ser assim com o meu filho, meu único filho que eu adotei quando tinha 11 meses de vida e é o bem mais precioso que eu tenho!!

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    • 12/05/2019 às 08:50
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      Você precisa largar essa dor. Deixa fluir. Já foi. Deixa sua mãe e seu pai carregar o peso do erro deles, você é inocente. Não foi nada pessoal. Não foi algo contra você. Simplesmente eles são seres ainda em evolução, travados, que não souberam viver seu dharma pessoal. Você precisa perdoar, largar e jogar fora esse lixo tóxico.

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  • 12/05/2019 às 15:28
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    Eu tenho um filho de 15 e acabei de ter uma filha(tem 11 meses). Eu sempre me esforcei para nao faltar nada em casa e sempre cobrei do meu filho que se esforçasse para q não passasse as dificuldades que tive (humilhações, desemprego, fome, etc). Ajudava nos estudos, nos treinos, em tudo. Desde o maternal eu que cuidava dos seus estudos, ia em reunioes de pais, fazia matriculas, de tudo. Minha esposa nunca ia em escolas, não resolvia nada de burocratico. E essas cobrancas de minha parte fez com que meu filho se afastasse de mim, ao ponto de me odiar, eu sinto isso. Eu choro, ele passa por mim e nada fala. Meu semblante so carrega tristeza. Me sinto desprezado. Com o nascimento de minha filha,o que era pra trazer alegria, meu relacionamento com minha esposa piorou. Ela me trata como criança me corrigindo o tempo todo e trata este filho de 15 anos tão bem que me dar inveja.

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  • 17/05/2019 às 00:26
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    Complicado minha filha hoje tem 24 anos sempre fui mãe amiga ela estudou se formou tinha .namorado super batalhador.do nada.se.apaixonou por .drogado e resolveu ir e ficar com ele.!! Largou o namorado que tinha quase matou a família por defender .cara de 32 anos que não trabalha e ainda ela que banca tudo !! Tentamos Mostar pra ela o quanto ele.nao.presta mais infelismente só ganhamos.ingratidao.!! Hoje faz dois meses que não a vejo !! Só peço a Deus que de sabedoria a ela pois cansa tentar mostrar o errado para um
    Filho e ele.nao.querer ver !!

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    • 17/05/2019 às 19:05
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      Difícil mesmo. Perdem a noção. Tive uma amiga numa situação idêntica. A menina foi morar com um traficante. Mas depois retomou o juízo e está tudo bem agora.

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  • 08/06/2019 às 00:35
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    Sofri negligência emocional dos meus genitores a vida inteira. Nunca me abraçaram, nem perguntaram como eu estava, mesmo morando sob o mesmo teto. Vivia para estudar, chorar escondido e sonhar com um príncipe que iria me amar um dia. Era desqualificada por minha mãe o tempo todo, eu era o bode expiatório escolhido. Acabei me tornando uma pessoa muito impaciente.
    Quando, por motivos de trabalho, já adulta, fui morar em outra cidade, nunca me ligaram. Eu que os visitava para que não esquecessem de mim. Até entender tudo.
    Já há anos não sei mais deles. Optei pelo contato zero. Não precisei nem me esforçar.
    A negligência afetiva é marca para vida inteira, mesmo após uma década em terapia. Hoje sou para eles o que eles foram para mim: se precisar de cuidados na velhice, mandarei dinheiro porque a lei me obriga, assim como eles fizeram comigo. Não é vingança. É que estar longe e sem contato dói menos.
    Já na meia idade, apesar de ter amado muito, não encontrei o tal príncipe. Pelo contrário, os homens que conheci me trataram como meu pai fazia: desprezo. Foi o que aprendi e acabei atraindo. Então , desisti deles.
    Meu foco hoje é aprender a me amar, coisa que ninguém nunca fez por mim. É muito difícil. A grande frustração que levarei para o caixão é nunca ter sido amada. Mas, Deus sabe de tudo.

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  • 12/06/2019 às 04:13
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    Eu tenho 24 anos, um pai de 55 anos. Fui praticamente criada por minha mae, que sozinha cuidava de mim e dos meus dois irmaos. Meu pai, trabalhava longe nunca nos deu atencao, pouco demonstrava afeto, ficava quase um ano fora, traìa muito minha mae, o casamento deles foi um fracassso. Cresci, ja tendo toda essa familia desistruturada, de muita briga, de traiçoes e de dificuldades. Se separaram quando ru tinha 15 anos, nada mudou. Ele continou ausente, sempre que havia um problema ele fugia, aparecia algumas vezes, ligava, mas nao foi participativo em nada.
    Com 22 perdi minha mae para o cancer, ele foi aparecer 4 meses depois. Hoje sou mae, gravida de 8 meses … Ele continua fazendo o mesmo, as vezes aparece, nao participa de nada, nao ajuda em nada mas nas redes sociais quer mostrar amor e preocupacao que nao tem na realidade. Me pergunto se serei injusta em nao querer esse “pai” perto da minha filha. Nao queria que ela se decepcionasse um dia com o avô assim como muito ja me decepcionei. Tentei relevar, tentei esquecer, impossivel. O meu amor ele nao resgatou, ele nao procurou recuperar e na vida adulta so sobraram magoas, rancor, vontade de querer longe.

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    • 12/06/2019 às 09:26
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      Eu acho que você tem todo o direito de não querer ele por perto. Ao mesmo tempo, pode considerar que é melhor um pai (ou avô) quase zero do que pai (avô) nenhum.

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  • 17/06/2019 às 01:44
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    Ser mãe é uma grande decepção. Dedicação exclusiva por 30 anos tanto carinho e amor.
    E aí chega com o namorado que conhece há 3 3 meses e os 30 anos de dedicação são ingratamente esquecidos. Neste momento a mãe não existe mais… triste passar por isto.,

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  • 24/06/2019 às 02:15
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    Olá.Nao sou pai,pelo menos nao biologico e nos últimos dias percebi q não sou tbm o pai de criação.Fui criado numa família completamente desestruturada,minha mãe adúltera saiu de casa e eu fiquei com meu pai que era o cara que me dava todo carinho atenção e amor q ele podia e q eu precisava,mas ele morreu quando eu fiz 11 anos e fui morar com minha avó materna.Nunca tive demonstrações de carinho onde fui criado,não havia afeto só aquele conceito de amor baseado na obrigação de fazer por vc o que tenho q fazer.Eu diferente de meu irmão ou primos que endureceram com as circunstâncias era muito carente de um abraço,de um carinho ou simplesmente um eu beijo na testa na hora de dormir,eu tinha isso com meu pai mas a família da minha mãe nunca soube demonstrar carinho uns pelos outros,são secos e rispidos do tipo:”Eu te amo sim,cala a boca e vai dormir.Deixa de ser fresco.”
    Eu cresci jurando pra mim mesmo q quando tivesse minha família,eu seria o melhor marido,o melhor pai,o melhor.Eu faria com q eles soubessem q eu os amo,q me importo e q isso nao e por que sou obrigado mas pq eu amo amar minha familia.Eu veria um filme com meu filho ou filha,ajudaria com a tarefa de casa sem q ele implicasse, eu perguntaria se precisa de ajuda,eu iria dizer sempre q possível EU TE AMO,eu faria cafuné pra ele ou ela dormir e depois levaria pra cama cobriria daria um beijo e diria outra vez q o amo.Eu iria brincar com meus filhos.Jogar,correr,gritar sorrir,faria por eles o que eu tanto queria e nunca tive,eu seria pra meus filhos o pai que Deus tirou de mim aos 11 anos.Mas Deus não permitiu,por alguma razão eu sou estéril.Mas me casei com uma mulher que tinha uma filhinha de 2 anos e fui pra ela o que eu sempre quis ser pra um filho.Fui pai dela,e apesar de nunca ter tido a pretensão e nem tenha tentado substituir o pai biológico dela uma vez q ela tinha contacto com ele eu fui o pai dela.
    Eu amei,dei o carinho q eu nunca recebi,a atenção os abraços, vi os filmes e joguei os jogos que ela queria,fui pra ela o que eu sonhava em ter quando criança.Hoje ela tem 13 anos e mal me da bom dia,não diz pra seus amiguinhos quem sou eu,e vive dizendo que gosta de mim sim mas q não quer que eu faça “tanta parte da vida dela mais”.Ela falando de mim “do meu lado” com um amigo se referiu a mim como “O OUTO AI”.Sei q ela tá crescendo mas não acho q isso seria motivo pra deixar de me amar,afinal eu nunca me meti nas coisas dela ou na privacidade dela,apenas estava sempre disponível,pra o q ela precisasse.Pra lavar e escovar o cabelo uma vez q a mãe não tinha paciência pra fazê-lo,fazer a sobrancelha pra ir a escola,Traz máscara de limpeza da barbearia pra fazer em mim está saindo espinhas no meu rosto!
    Claro minha filha,eu trago sim,ajudar com o dever de casa,estudar para as provas,fazer capa de seus trabalhos,em fim,meu tempo e força vital era dela e da mãe dela.E agora ela simplesmente diz q não me quer quer por perto,EU CRESCI ELA DIZ.Eu estou triste de uma maneira q tenho sentido pena de mim mesmo,e saber q eu não sou o pai dela agrava isso.Todos me diziam que quando ela crescrescesse iria me dizer isso.VC NAO E MEU PAI.E de fato ela disse,me disse isso ontem,eu estou sim arrasado,e por um só motivo,eu a amo,como se tivesse saído de mim,mesmo q ela não me veja como pai nem mesmo de criação e hoje eu tenha me transformado apenas no OUTRO AI,ela ainda é minha filha de coração e eu não consigo deixar de ama-lá.Ela não me quer por perto e eu não sei por que,perguntei junto com a mae dela o que eu fiz._Me diz pra q eu saiba e quem sabe possa corrigir o que te fez ficar com raiva de mim. Ela diz:NADA,EU SO NAO QUERO ESSA MELACAO .Mas pra isso ela resolveu me transformar NO OUTRO AÍ e me tratar com uma indiferença que doi nos meus ossos.Nao sei como devo proceder,estamos pensando em divórcio. Quando se é pai deve ser difícil, mas quando vc não é o pai e simplesmente assumiu essa posição e depois de anos percebe q vc sempre foi irrelevante,que todo carinho e atenção q vc dedicou a essa criança pra ela sempre foi só “melacao” e q em todos esses anos se dedicando a ela vc conseguiu chegar ao título de O OUTRO AI nada mais q isso,vc fica sem vontade de ser isso pra quem quer que seja,o mundo moderno não suporta mais gente sensível, amável e que demonstra carinho seja lá como for,ao menos é o que me parece nesse momento.Eu amo minha esposa,e amo minha filha,ou melhor, a filha dela.Mas não vejo outra saida que não sair da vida das duas.Pra tentar preservar a relação delas e tbm pra preservar a minha integridade emocional.Eu sempre fui emotivo de mais,carente de mais,em fim,sempre fui o que os jovens de hoje chamam de UM BOSTA.E agora resolvi que vou “feder” sozinho por aí sem enjoar mais ninguém com minha melacao.Em fim,a dica aqui seria:Não demonstre carinho por seus filhos ou enteados,eles odeiam isso.

    Responder
    • 25/06/2019 às 15:51
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      Não fique triste. Sempre que depositamos nossa felicidade na ação dos outros, vamos nos decepcionar. Isso é uma ilusão. Foco na sua ação. Extraia felicidade em ter sido um bom pai, em ser um bom pai, apesar de qualquer provação. Fique feliz em sua ação.

      Responder
  • 29/06/2019 às 04:01
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    Quer ser minha mãe?minha mãe nem liga pra mim,eu imploro atenção,eu queria tanto ter uma mae como você,seu filho é um ingrato,vai um abraço meu aí pra você mãezinha carente,de uma filha carente!!!!forte abraço beijos em seu coração!

    Responder
  • 29/06/2019 às 13:03
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    Olá ! Bom dia .. também sou mãe e vivo a mesma tristeza que muitas outras mães .. as vzs a dor é tão grande q minha vontade é desaparecer ..

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  • 02/07/2019 às 16:58
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    tenho dis filhos, um de cada marido. a minha flha ea minha maior amiga ate passar em um concurso publico e encontrar o amor da vida dela,ela diz que a vida dela e mais leve sem a minha presenca, larguei tudo, marido,casa, por amor a ela ja que meu ex pai do meu filho usou de abuso com ela sem toque, e ela no momentode raiva dise que tinha pena de mim poismeu homem desejou ela, dei uns tapas na cara dela, e ela saiu de casa e ha 10 anos na fala comigo. MEU FILHO RESOLVEU COPIA LA, POREM NAO TEM ESTABILIDADE FINANCEIRA,MORA NUMA MEIA AGUA QUE E DA MINHA FAMILIA, MAS NAO FALA COMIGO E COM MEUS IRMAOS QUE SAO TIOS DELE.RESOLVI VIVER MINHA VIDA EM ORACAO POR MIM E POR ELE ESPERANDOO AGIR DE DEUS

    Responder
  • 05/07/2019 às 13:52
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    Fui mãe aos 17 anos, aos 23 já tinha duas meninas e um menino, meu ex me deixou com eles todos pequenos, criei sozinha com ajuda de Deus e amigos, passei necessidades, tiver depressão profunda, que carrego até hoje com 50 anos, transtorno de ansiedade,formei dois filhos, duas casadas, mas há um ano minha filha do meio deixou de me procurar, mesmo sabendo que seu irmão é agressivo comigo, na formatura dela ele se recusou bater foto comigo, porque disse que estava feia, para ele família só a irmã, que é engenheira e ele também, vai casar e nem me convidou, a noiva nem anda na minha casa, minha primogênita se afastou de todos, nem um dos dois nunca andaram na casa dela, fiz de tudo para ter uma família unida, ensinei a Bíblia para eles desde do ventre, levava os três para reuniões bíblicas, mas infelizmente esqueceram tudo,só me resta lutar contra essa dor enorme, choro quase todos os dias, quando vejo tanta ingratidão de uma mãe que deu só AMOR INCONDICIONAL.

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    • 05/07/2019 às 14:31
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      Se tivesse sido amor incondicional você não estaria agora reclamando da “condição atual”. Teria ficado feliz no ato de dar, de amar e entregue o resultado a Deus. Aí estaria hoje feliz e satisfeita em ter vencido tão enorme desafio.

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  • 06/07/2019 às 02:03
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    Criei minha filha sozinha. Estudou nas melhores escolas que pude pagar. Fez faculdade, paga por mim. Engravidou, trouxe o pai de seu filho para minha casa, mesmo eu pedindo para esperar até i bebê nascer. Arquei com todas as despesas dele , dela, de hospital.
    Não foi dedicação apenas material… todo final de semana, quando ela era criança, eu fazia questão de estar com ela, apoiei em cada dificuldade, animei nos momentos tristes, ri com ela, disse sempre o quanto a amava. Hoje meu neto tem 1 ano e meio, e eu cuido dele. Durante o dia porque ela está trabalhando, â noite quando ela está em casa, se for preciso trocar uma fralda, ela traz pra mim.
    Mora na minha casa, nunca pagou uma conta de água . Eu limpo, lavo, passo, cozinho, cuido do bebê, pago todas as contas, remédios, e tenho tido a paciência de Jó…
    Mas tudo que tenho é grosseria, manipulação, falta de amor .
    Não respeita minha vontade dentro da minha própria casa. Trata- me comi se fosse ignorante ou fosse incapaz . Sou uma “ velha” que não entende que hoje vive- se diferente da minha “ época”.
    Tenho vivido sem mais sonhos, sem qualidade e nem amigos tenho mais.
    Se eu vender minha casa e for para o interior , vou ter mais paz? Como? De qualquer forma ela é única filha e tenho um neto . São minha única família. Mas tenho pensado muito em. Abandona- lá à própria sorte com i filhinho. Ou quem sabe se eu deixasse de viver em breve, ela seria mais feliz e uma pessoa melhor, não é? Porque às vezes acho que eu errei muito por dar muito de mim. Ou ela não enxergou que deveria ser grata, não a mim, mas à vida que sempre lhe sorriu e ela não percebeu….

    Responder
  • 11/07/2019 às 00:02
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    Passo por isso tb . tenho 41 anos uma filha unica de 18 anos, td que esta ao meu alcanse sempre fiz por ela, mais sinto que ela nao tem um pingo de amor por mim, ate mesmo ela ja disse, me sinto muito triste por isso. Muitas quero me desabafar com alguém mais não tenho ninguém pra desabafar, entao respiro e choro ate passar essa angustia que sinto dentro de mim.
    Sei que ela so vai cair na real se um dia for mae tb e acontecer a mesma coisa com ela, somente sentindo na pele ela vai dar valor na mae que tem, e pode ser tarde demais, pq esse sentimento vai matando a gente aos poucos.
    Voce pode estar feliz por fora, mais por dentro so quem sente sabe o que é.
    Sempre as pessoas de fora sao melhores que os pais pra ela.
    O que eu queria na verdade é que ela fosse uma pessoa mais grata pela vida que tem, pelos pais , por todas as oportunidades que tem , mais que nao aproveita, pelo jeito grosso que ela me trata. Me sinto a pior mae do mundo.

    Responder

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