Como Determinar Se Certo Esforço Vale a Pena

Como saber traçar limites? Como saber quando devemos ou não nos esforçar em algo? Quando dizer sim e quando dizer não ao que pedem de nós? Esta questão importante influencia sua qualidade de vida e uma noção mais profunda do seu dharma lhe traz as respostas.

Quanto mais vivemos a vida em sintonia com nosso dharma, com a noção clara de quem somos, mais fácil fica saber o que devemos fazer. Se você ainda não compreendeu bem a questão do dharma, tire um tempo para assistir estes vídeos e não deixe de ler meu novo livro, “O Caminho 3T – Autoaprimoramento e Autorrealização em Yoga” (www.3T.org.br), que explica o tema de dharma.

Seu dharma deve ser seu guia ao determinar se certo esforço vale a pena e não o medo de dizer não ou alguma outra consideração superficial.

Não devemos levar em conta o desejo natural de querer que outros nos apreciem como fator determinante. Tem certas pessoas que caem nesta mentalidade de fazer tudo para outros e, para si mesmo, ficam sem tempo. O resultado não é nada positivo. Outros estão se aproveitando da pessoa e a pessoa se frustra, sem conseguir cumprir seu dharma.

Ao aceitar ou não qualquer empenho, tanto um bolado por sua mente, como um trazido por uma outra pessoa, seja patrão, colega de trabalho, amigo ou parente, a pergunta fundamental é: “esta tarefa está alinhada com os meus propósitos? ” Mais precisamente: “satisfaço minha missão, ao realizar esta tarefa? O que está sendo pedido de mim é compatível com meus valores?”

Mesmo se a resposta for “sim”, ainda temos que avaliar até que ponto o esforço deve ser levado.

Por exemplo, é certamente o dever de todo empregado cumprir o que se espera dele ou dela no trabalho. Mas até que ponto? Até o ponto que não fere seu dharma ou seus valores. Se o patrão pede para ficar doze horas ou mais no escritório, então entenda que seus outros dharmas estão sendo feridos. Você ficará sem tempo para cuidar de si mesmo, da família, dormir bem, cuidar de sua vida espiritual, etc. Feriu o dharma. Então, o empenho não vale a pena. Se a empresa pede para você violar a lei, mentir ou agir de forma antiética, então feriu o dharma, não vale a pena.

Como diz no Mahabharata, “Quem fere o dharma, é pelo dharma ferido”. Não é uma ameaça de justiça divina. É simplesmente um fato da existência, como a lei da gravidade. Sempre que ferimos nosso dharma, sofremos – agora e no futuro.

O mais difícil é saber traçar os limites nos relacionamentos pessoais. Mas, de novo nesse caso, o dharma pode ser seu guia. Cada relacionamento traz um tipo de dharma, com variadas intensidades.

Por exemplo, o dharma pessoal mais forte é de pai ou mãe. Um pai ou mãe precisa estar disposto a morrer para salvar o filho e praticamente dedicar cada dia para zelar pelo bem-estar dos filhos. Incontáveis horas de esforço e dedicação, ano após ano, é simplesmente o padrão dhármico para este relacionamento. Mas mesmo este tem limites. Você fará isso até quando? 18, 20, 25, 30 anos de idade? Não é o dever da mamãe ficar lavando roupa do filho para o resto da vida! Nem tampouco dos pais de ficar bancando vagabundo. O dharma determina que chega uma hora que a “criança” vira um adulto independente que precisa se organizar para, mais tarde retribuir para frente o esforço dos pais, tendo ele ou ela seus filhos. E os pais, mais idosos, merecem o descanso após tantas décadas de esforço intenso.

Ao avaliar o grau de intensidade do relacionamento, de compromisso, podemos traçar os limites de nosso esforço, de nossa responsabilidade. Se um amigo que mal conhece pede R$10 emprestado, você dá. Mas se pede R$1000 não tem sentido. Qual o histórico do relacionamento? O que já foi feito antes? Se um amigo numa época salvou sua vida ou lhe ajudou a passar uma tremenda dificuldade, porque vocês já tinham um laço forte, então, é claro, você tem o dever de fazer o mesmo de volta. Então analise o grau de ligação, seu dharma com a pessoa, analise o passado, e aí saberá se certo esforço vale a pena em troca.

Em suma, analise seu dharma e tenha coragem de ser verdadeiro consigo mesmo, a despeito de pressão social, ameaças ou promessas de vantagens superficiais. Sua força virá de sua autenticidade e sua dedicação ao dharma.

Veja aqui meu vídeo sobre o assunto.

 

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