Estudo Mostra Que Yoga e Meditação Aumentam Volume De Massa Cinzenta No Cérebro
Thursday, November 10th, 2011Texto original em Inglês por Mark Wheeler da UCLA Newsroomon 16 Maio 2009
Tradução: Prana-vallabha Devi Dasi (DvS)

O córtex órbito-frontal direito e lóbulo temporal inferior esquerdo, mostrados nas imagens ao lado, são áreas do cérebro que se desenvolvem mais nas pessoas que praticam yoga e meditação regularmente. Isto é demonstrado num estudo levado a efeito por pesquisadores da UCLA – Universidade da Califórnia, Los Angeles.
Professores de educação física, ginastas, personal trainers usam muitas estratégias para construir maior volume de músculos e ossos mais fortes. Mas o que poderia melhorar o desempenho cerebral e mental? Praticar yoga e meditação. Este é o resultado a que chegou um grupo de pesquisadores na UCLA, usando imagens de ressonância magnética de alta resolução (MRI) e escaneando os cérebros de praticantes regulares de yoga e meditação.
Em estudo publicado no jornal NeuroImage, os pesquisadores reportaram que certas regiões dos cérebros de praticantes yogis de longo termo são maiores que os cérebros do grupo de não praticantes, escolhido para o confronto.
Especificamente, yogis meditadores mostraram volumes significantemente maiores de hippocampus e áreas dentro do córtex orbito-frontal, o tálamo e o lóbulo temporal inferior – sendo estas regiões conhecidas por se interrelacionarem no controle das emoções.
“Nós sabemos que pessoas que meditam consistentemente possuem habilidade singular para cultivar emoções positivas, retêm uma estabilidade emocional e um comportamento mental comedido”, diz Eileen Luders, chefe da equipe e membro pós-doutoral da equipe de pesquisa do Laboratório de Neuro Imagem da UCLA. “As diferenças observadas na anatomia dos cérebros dos grupos em estudo nos dá a comprovação, ou a chave do mistério do por que yogis meditadores têm essas habilidades excepcionais.”
Estudos anteriores já haviam confirmado os aspectos benéficos da meditação em ter melhor foco, capacidade de concentração e melhor controle sobre suas emoções, além do que já se havia comprovado que pessoas que praticam yoga e meditação regularmente tem redução no nível de estresse e monitora melhor o seu sistema imunológico. Mas não era ainda conhecido o link entre meditação e estrutura cerebral.
No estudo, Luders e seus colegas examinaram 44 pessoas, sendo 22 do grupo de não-praticantes para comparação e 22 pessoas praticantes constantes com práticas que se estendem entre cinco e quarenta e seis anos. A média de tempo de prática ficou em torno de 24 anos. O tempo diário reservado à prática variou entre 20 e 180 minutos, sendo que a média de tempo ficou em torno dos 90 minutos.
Os pesquisadores usaram MRI tri-dimensional de alta resolução em duas diferentes tomadas para medir as diferenças na estrutura dos cérebros. A primeira tomada dividindo o cérebro em várias regiões, permitindo aos pesquisadores comparar o tamanho de certas estruturas cerebrais. A segunda tomada permitia aos pesquisadores comparar o montante de massa cinzenta nas diferentes regiõeos específicas dos cérebros.
Foram constatadas medidas significativamente maiores nos cérebros dos yogis meditadores, comparados com os do outro grupo, incluindo maior volume no hipocampo direito, massa cinzenta aumentada no córtex orbito-frontal direito, tálamo direito e lóbulo temporal inferior esquerdo. Não foi encontrada nenhuma região nos cérebros das pessoas do grupo de não- praticantes com maior volume de massa cinzenta ou qualquer dimensionamento maior em comparação com os cérebros dos praticantes de yoga e meditação.
































