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O que é Hinduísmo?

Thursday, March 19th, 2009

por Giridhari Das

A definição técnica e jurídica do termo Hinduísmo foi dada pela Suprema Corte da Índia, que definiu hindu como sendo aquele que aceita os Vedas como sua escritura.

Os Vedas são um vasto corpo de literatura, onde destaque-se as quatro escrituras (samhitas) Rg, Yajur, Sama e Atharva-Vedas, os Puranas (cujo principal é o Srimad Bhagavatam), o Mahabharata (do qual o Bhagavad-gita é a seção mais importante), Vedanta-sutra e Upanishads (do qual o Sri Isopanisad é um dos mais importantes). As quatro samhitas básicas não são práticas para nós, pois descrevem atividades que não podem ser realizadas nessa era (de acordo com os próprios Vedas). Basicamente esses textos descrevem elaborados sacrifícios e seus respectivos mantras para obtenção de ganhos materiais e promoção a planetas superiores dentro do universo material. Tecnicamente esse tipo de prática é chamada de karma-kanda. Porém, os Vedas nos ensinam que além de karma-kanda existem os processos de yoga (jnana, astanga e bhakti) que nos proporcionam resultados muito mais importantes que a mera religião materialista ou atividade piedosa.

Estamos habituados a entender o termo yoga como sendo algum tipo de exercício físico. Mas, na verdade, a palavra significa “ligar, conectar”. E também é usada para descrever um processo, uma ciência. Portanto, essas diferentes práticas de yoga são, na verdade, diferentes processos de se re-conectar (religar - religare - religião) com Deus.

O Srimad Bhagavatam (1.2.11) explica que Deus pode ser visto de três maneiras distintas: 1) Brahman: Seu aspecto impessoal, todo penetrante, energia cósmica, luz divina; 2) Paramatama: Seu aspecto localizado dentro de todo ser vivo; e 3) Bhagavan: Seu aspecto pessoal supremo.

Simplificando bastante, pode-se entender que jnana-yoga é o processo de obter Brahman, astanga-yoga é o processo de obter Paramatma e bhakti-yoga é o processo de se obter Bhagavan, a Suprema Personalidade de Deus.

E, de todos as práticas de yoga, Krishna (um nome de Deus que significa o todo-atraente) explica no Bhagavad-gita, no verso 6.47, que a prática superior é bhakti-yoga (consciência de Krishna). A conclusão é que a essência de todo o conhecimento védico é a pura consciência de Krishna - essa declaração se encontra no Bhagavad-gita, onde Deus, Krishna, diz: “Através de todos os Vedas, é a Mim que se deve conhecer. Na verdade, sou o compilador do Vedanta e sou aquele que conhece os Vedas” (15.15). Explico melhor esse processo de bhakti-yoga, ou consciência de Krishna, no livro Ciência Espiritual - Visão Geral e Prática. No ocidente essa prática, também denominada de Vaishnavismo, foi introduzida e continua sendo largamente difundida pelos seguidores da cultura Hare Krishna.

Para entendermos o atual uso do termo “hinduísmo” devemos analisar sua história, dividindo-o em três principais períodos.

O primeiro, que podemos chamar de antigo ou védico, é marcado pela total inexistência do termo. Hindu ou hinduísmo simplesmente não existiam na antiguidade e nunca foram usados em qualquer escritura. Esse termo foi criado pelos invasores do que hoje chamamos de Índia. Quando Alexandre, o Grande, invadiu a Índia em 325 a.C. ele cruzou o rio Sindhu, que fica onde hoje é o Paquistão, e o chamou de Indus, por ser mais fácil de pronunciar em grego. Em grego o “h” é silencioso como ainda vemos hoje em palavras como homo, herói e nomes como Helena, Hércules, Heitor, etc. Assim, as terras ao leste desse rio ficaram conhecidas como “Índia”. Muitos séculos depois, os invasores muçulmanos chamaram o rio de Hindu, pois tinham dificuldade de pronunciar Sindhu e as terras ao leste do rio ficaram chamadas então de “Hindustan”.

O segundo período, marcado pela presença já consumada de invasores muçulmanos na Índia, dura do século quatorze ao século dezenove. Nessa época, o termo era usado pelos seguidores dos Vedas apenas quando os mesmos se dirigiam aos muçulmanos. Entre eles, o termo não era usado. Ou seja, como os invasores rotularam todos os habitantes nativos de “hindus”, os mesmos usavam o termo para fins práticos. Mas, como entre eles o termo não havia verdadeiro sentido, não havia outro uso do termo. Isso está muito bem documentado e preservado na literatura medieval da Índia, em livros como o Caitanya Bhagavata.

Em sânscrito encontramos dois termos que descrevem esse tipo de comportamento: paramartika e vyavaharika. Paramartika é a linguagem para descrever o sentido último das coisas, uma linguagem filosófica e profunda. Vyavaharika é a linguagem comum, para assuntos do dia a dia. Por exemplo, ao abrir uma conta no banco, temos que preencher um cadastro. Eles lhe perguntam seu nome, data e local de nascimento, etc. Se respondermos que não temos local e data de nascimento porque somos seres espirituais eternos, em pouco tempo estaremos sendo conduzidos para fora do banco pelos seguranças. Temos que usar uma linguagem prática - vyavaharika. E, por outro lado, se estamos tentando compreender assuntos filosóficos, metafísicos e espirituais mas apenas nos identificamos com nossas designações externas, então novamente não teremos muito sucesso. Nessa situação teríamos que usar uma linguagem profunda - paramartika. Então, o que vemos nesse segundo período é o uso de “hindu” no sentido vyavaharika, mas não paramartika. Ou seja, nenhum seguidor dos Vedas considerava que isso era um termo que realmente o identificava em termos espirituais ou filosoficamente profundos. Era apenas uma designação externa que era prática de se usar em certas circunstâncias.

Devemos entender que a cultura védica é muito liberal e não sectária. Sempre foi assim. No Vedas, encontramos o seguinte verso:

“A suprema ocupação [dharma] para toda a humanidade é aquela pela qual os homens possam atingir o serviço devo­cional amoroso ao Senhor transcendental. Este serviço devocional tem que ser desinteressado e ininterrupto para satisfazer o eu completamente” (Srimad Bhagavatam, 1.2.6).

Aqui, não se fala que tem que se adorar uma forma específica do Senhor ou seguir uma doutrina e não outra. A questão é técnica, cientifica. É algo onde se compreende que o importante é o conhecimento (veda significa conhecimento em sânscrito) e que esse conhecimento explica que existem diferentes caminhos para diferentes pessoas - com diferentes resultados. Então, o que se via eram diferentes grupos seguindo diferentes caminhos, mas com a compreensão correta do que cada um estava buscando. Um exemplo grosseiro para melhor entender o ponto pode ser visto em um restaurante. Lá, todos estão com o mesmo cardápio, mas diferentes pessoas pedem diferentes pratos de acordo com seu gosto. Mas todos entendem que estão fazendo a mesma coisa, comendo, e todos reconhecem o cardápio como sendo um só. O ponto aqui é entender que não fazia parte da cultura védica o tipo de violento sectarismo que sempre fez parte das culturas religiosas do Oriente Médio e a concomitante necessidade de rotular as pessoas de acordo com suas crenças. Portanto, com raríssimas exceções, não se vê na história da civilização védica (apesar de ser a mais antiga da Terra ainda existente) conflitos violentos entre pessoas de diferentes compreensões espirituais. É apenas no período moderno que uma certa classe de pessoas mais ignorantes adotaram esse tipo de comportamento sectário, após séculos de domínio sob invasores altamente sectários.

O último período, que podemos chamar de moderno, começa no século dezenove e é marcado pelo uso do termo como é visto hoje. Nesse período moderno os seguidores dos Vedas se auto-rotulam como hindus e sua religião como sendo hinduísmo. Além disso, o termo “hindu” ainda foi adotado para simplesmente indicar alguém que nasceu na região, independente de sua fé ou filosofia de vida.

Durante o domínio Inglês, os políticos usavam o termo “hindu” ou “hinduísmo” de forma pejorativa, para acirrar a distinção entre muçulmanos e a população que seguia suas tradições antigas. Isso fazia parte da política inglesa de “dividir e dominar”. Escritores ocidentais adotaram o termo por ser conveniente e os demais foram influenciados por eles.

Devemos recordar que os ingleses adotaram uma política extremamente agressiva contra a cultura védica. Era a expressa e documentada missão dos ingleses fazer com que os seguidores dos Vedas abandonassem suas práticas e cultura e adotassem o cristianismo e a cultura deles. Com a chegada da modernidade, com trens e telégrafos, a difusão do conhecimento aumentou enormemente. Isso estava sendo usado pelos ingleses para acelerar seu objetivo. Sentindo-se ameaçados, um grupo de pessoas, liderados por Vivekananda e pelo Doutor Radhakrishna, iniciaram um movimento para unir os seguidores dos Vedas. Eles pensavam que, para resistir a esse maciço ataque cultural, precisavam defender uma única filosofia, uma única bandeira.

Como foi explicado anteriormente, na cultura védica existe uma enorme variedade de crenças, que incluem crenças panteístas de religião materialista, sistemas de filosofia impersonalistas, processos de misticismo e filosofias completamente teístas. Temendo que isso os estava enfraquecendo, essas pessoas, em especial Vivekananda, acharam por bem escolher um dos caminhos e dizer que isso era hinduísmo. Ele escolheu a filosofia impersonalista de Shankaracarya (um tipo de prática de jnana-yoga). Devido a sua influência, a rápida difusão de conhecimento da era moderna e a falta de correta e filosófica compreensão dos Vedas da população em geral, essa decisão logo se concretizou. Hoje, em livros sobre hinduísmo, em cursos universitários e na visão geral daqueles que se denominam de hindus, essa é a compreensão da cultura védica. Não só foi escolhida a filosofia de Shankaracarya, mas, o que é pior, uma versão popular e bastante frouxa de sua filosofia. Acadêmicos reconhecem que Vivekananda tinha pouco conhecimento sobre os Vedas, o que pode ser verificado ao ler as transcrições de suas palestras. Um exemplo disso é visto na sua palestra no final do século dezenove numa conferencia mundial de religiões em Chicago, onde ele disse que o conceito de pecado não existia no Hinduísmo, apesar de termo ser absolutamente comum em toda literatura védica, inclusive a principal, o Bhagavad-gita. Na verdade ele era uma espécie de político.

Essa decisão, do ponto de vista filosófico e espiritual, foi desastrosa por ignorar completamente a riquíssima amplitude da verdadeira cultura védica, em especial a elevada filosofia e cultura monoteísta Vaishnava (bhakti-yoga). Até mesmo do ponto de vista estritamente numérico é falha, pois pesquisas mostram que 60% dos hindus acreditam num Deus pessoal.

Portanto, uma compreensão mais profunda e verdadeira sobre o Hinduísmo teria que levar em consideração essas diferentes práticas e caminhos espirituais descritos nos Vedas. Interessante notar que existe uma diferença muito maior em termos filosóficos e práticos entre esses diferentes caminhos védicos do que entre judaísmo, cristianismo e islamismo. Isso mostra como é inadequado querer aglomerar todos sob um único termo. Felizmente, está havendo uma mudança nessa errônea compreensão e a verdadeira riqueza espiritual dos Vedas está sendo conhecida por cada vez mais pessoas.

Quem é Krishna?

Thursday, March 19th, 2009

Krishna é um dos principais nomes de Deus, que significa “o todo atraente”. Nos Vedas encontramos muitos e muitos nomes para Deus, pois para cada qualidade, podemos ter um nome. Como Deus tem qualidades ilimitadas, tecnicamente Ele tem ilimitados nomes. Porém, o nome Krishna tem uma conotação muito especial, pois refere-se ao aspecto mais atraente, íntimo e completo de Deus.

Krishna é a Suprema Personalidade de Deus, a Verdade Absoluta, a fonte de tudo e a causa de todas as causas. Nas escrituras, especialmente o Srimad Bhagavatam, existem explicações detalhadas de Sua morada, Sua aparência, Seus passatempos, Suas expansões, Suas energias, etc. Ele é dotado de seis opulências, todas ao grau infinito: beleza, força, sabedoria, riqueza, fama e renúncia. Ele sabe tudo que aconteceu, tudo que está acontecendo e tudo que vai acontecer. Ele é infinitamente misericordioso. Ele é o beneficiário de todos os sacrifícios e austeridades, o Senhor Supremo de todos os planetas e semideuses e o benfeitor e bem-querente de todas as entidades vivas.

Para conhecer em maior detalhe sobre Sua última vinda a Terra, cerca de 5200 anos atrás, leia o livro “Krsna, A Suprema Personalidade de Deus”* ou escute-o, de graça, em MP3, aqui.

Para conhecer Seus principais ensinamentos, leia o Bhagavad-gita*.

*Disponível aqui.

O que é auto-realização em Yoga?

Thursday, March 19th, 2009

Auto-realização em Yoga, ou consciência de Krishna, é um caminho holístico, que corretamente seguido traz crescente bem-aventurança e iluminação, rumo ao desenvolvimento de amor puro por Deus.

O caminho segue em três vertentes principais: conhecimento, comportamento e devoção. Para ter sucesso no caminho é necessário que o praticante desenvolva as três vertentes, todos os dias, integrando-as, na medida do possível, em sua forma de viver. O resultado, em termos de elevação da consciência e subseqüente aumento na qualidade de vida e felicidade perene, depende do grau de intensidade com a qual fazemos isso.

Aqui está um quadro que nos dá um esboço dessas três vertentes, valores e conceitos básicos de cada, algumas das práticas principais de cada e dicas. Isso é só uma introdução. O praticante deve ter um guia, um “consultor” espiritual, que explique os detalhes pessoalmente, tire suas dúvidas, lhe mostre onde conseguir mais informações, etc.

Conhecimento

Valores e Conceitos Iluminação, auto-conhecimento, compreensão acerca do sentido da vida, compreensão acerca do Universo, da alma, de Deus, do mundo espiritual, do funcionamento da consciência, compreender todos os fenômenos da Realidade.
Práticas Estudo diário dos livros da consciência de Krishna. Ler e ouvir sobre a vida espiritual, a natureza da realidade e o comportamento piedoso dos textos sagrados da cultura milenar do yoga, da cultura védica.

*Como ponto de partida, peça o livro “Ciência Espiritual” que contém um resumo da filosofia da consciência de Krishna.

Dicas Estude os livros do grande santo do Século XX, Swami Prabhupada, que perfeitamente transplantou o conhecimento milenar do yoga e consciência de Krishna para o ocidente, sem distorções. Em especial estude “O Bhagavad-gita Como Ele É”, o “Srimad Bhagavatam” e o “Sri Caitanya Caritamrta”.

Estude outros livros da tradição, como o “Yoga Sutra” de Patanjali.

Dedique ao menos 15 minutos por dia para os estudos no início, para depois chegar num mínimo de 30 minutos diários.

Alguns desses livros existem em áudio MP3 - faça uso deles, aproveitando seu tempo no trânsito, na hora do exercício, etc.

Comportamento

Valores e Conceitos Não-violência, limpeza, veracidade, firmeza, paz, autocontrole, equanimidade, castidade, compaixão, desapego, honestidade, humildade, tolerância
Práticas Buscar o comportamento piedoso e viver uma vida pura. Buscar alinhar seu livre arbítrio com a vontade divina. Estar ciente do efeito de seus pensamentos, palavras e atos.
Dicas Gradualmente busque se estabelecer nesses ideais:

1. Siga uma dieta vegetariana sem ovos, buscando alimentos integrais e orgânicos.

2. Tire de sua vida os venenos do álcool, cigarro, drogas, etc.

3. Viva num ambiente limpo, mantenha o corpo limpo e use roupas limpas.

4. Busque o contato com a natureza.

5. Busque manter o corpo saudável.

Questione seus motivos, recusando seus impulsos quando são egoístas e mesquinhos.

Esforça-se sempre para maximizar o bem e minimizar o mal em tudo que pensa, fala e faz.

Devoção

Valores e Conceitos Serviço, amor, entrega, dedicação, abrigo.
Práticas 1.      Meditação mântrica (japa)*

2.      Comer prasadam*

3.      Oração

4.      Lembrar

5.      Servir

6.      Aratik (adoração em altar)*

7.      Bhajan*

*Veja o “Manual de Bhakti-yoga”, contido no livro “Ciência Espiritual” para aprender os detalhes dessas práticas acima citadas.

Dicas Tente viver em um estado de devoção, vendo como fazer de seu trabalho e família uma oferenda ao Senhor.

Insira no seu dia, sem falta, momentos dedicados às práticas devocionais acima citadas.

Comece com um mínimo de 15 minutos de japa, que equivale a 2 ou 3 voltas por dia.

Almeje ter um mínimo de 90 minutos por dia para tais práticas (não incluindo prasadam) -  todos os dias, sem falta.

Os primeiros horários do dia são ideais, mas qualquer horário é bom.

Nunca pense, “ah, isso eu não posso fazer, então esse caminho não é para mim”. O que nos é passado são metas para um progresso firme na vida espiritual. Se conseguirmos apenas seguir 1% do que é recomendado, ótimo - melhor do que 0%. Se conseguir 10%, melhor ainda. E, é claro, se conseguir 100% depois de algum tempo, perfeito. Por exemplo, uma das metas do aspecto de comportamento é o cultivo de não-violência, o que, entre outras coisas, implica em seguir uma dieta vegetariana. Ninguém deve pensar que, “ah, não tem jeito, eu não dou conta de ser vegetariano, portanto vou desistir do caminho”. Pode ir aos poucos. Cortar a carne vermelha primeiro, a mais danosa do ponto de vista de saúde pessoal, saúde planetária e fechamento da consciência. Depois porco. Uns tempos depois, frango. E assim por diante, até cortar com o ovo. Eu levei quase um ano nesse processo. Mas conheço pessoas que fizeram da noite para o dia. Outros levam cinco anos ou mais. Cada um tem seu ritmo, suas circunstâncias específicas.

O ponto é não se assustar e desistir das metas, nem tampouco se acomodar e não se esforçar rumo à transformação. O caminho do yoga é descrito no Yoga Sutra como tendo que ser, “nem duro demais, nem confortável demais”. O resultado de se esforçar nessas práticas será sublime, experimente!

Ciência Espiritual

Tuesday, March 17th, 2009

Ciência Espiritual - Introdução à Sabedoria do Yoga

Este livro apresenta um resumo prático da sabedoria do yoga e sua visão da realidade, que funciona como um mapa para guiarmos nossa vida. O livro inclui também o Manual de Bhakti-yoga, que demonstra e explica os procedimentos básicos desta prática espiritual milenar.

O livro é muito útil para aqueles que estão iniciando sua jornada na senda da espiritualidade ou auto-realização em yoga.

- 12,8 x 18,8cm, 131 pp

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Tuesday, March 17th, 2009

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Meu nome é Giridhari Das e meu objetivo é lhe fornecer um canal para conhecer mais a fundo a auto-realização em yoga, a consciência de Krishna e a cultura Krishna ou cultura Védica.

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